Título:          5.     Cooperativas de crédito

Capítulo:      2.     Mudança de categoria

Seção:         30.   Disposições específicas

Subseção:    10.   Plano de negócios

 

1.      O plano de negócios a ser apresentado por cooperativa de crédito que pretenda mudar para categoria de maior complexidade deve conter as seguintes informações, abrangendo o período mínimo de cinco anos (Res. 4.434/2015, art. 6º, IV, “b” e “c”):

 

a)   plano mercadológico, contemplando os seguintes tópicos:

 

I -         objetivos estratégicos da mudança de categoria pretendida;

II -       estimativa do crescimento esperado do quadro de associados, indicando as formas de divulgação que visem atrair novos cooperados, se for o caso;

III -     medidas que visem a promover a efetiva participação dos associados nas assembleias;

IV -      descrição da forma de divulgação, aos associados, das deliberações adotadas nas assembleias, dos demonstrativos contábeis, dos relatórios de auditoria e dos atos de administração, destacando as medidas a serem adotadas para alcançar o novo público, se for o caso;

V -        indicação de novos produtos e serviços a serem oferecidos, se for o caso;

VI -      projeção de atendimento, pela cooperativa pleiteante, da demanda por serviços financeiros apresentada pelo público a ser potencialmente associado;

VII -    perfil econômico dos novos associados em potencial, caso se diferencie, de forma significativa, do público atual, levando em conta os aspectos de exposição ao risco, capacidade de pagamento e atenção aos limites regulamentares;

 

b)   plano operacional, destacando os seguintes aspectos:

 

I -         descrição do impacto da mudança de categoria pretendida nos padrões de governança corporativa adotados pela instituição, quando for o caso, inclusive quanto à estrutura de incentivos, à política de remuneração de administradores e à estrutura de gerenciamento do negócio;

II -       alterações a serem implementadas no organograma da instituição, na atribuição de responsabilidades aos diversos níveis da organização e na política de pessoal, quando for o caso;

III -     alterações previstas na estrutura física da cooperativa;

IV -      adoção de novas tecnologias a serem utilizadas na operação, gerenciamento e colocação dos produtos, quando for o caso, e estimativa do impacto na estrutura de atendimento;

V -        descrição das mudanças previstas na estrutura de controles internos da instituição, quando for o caso;

VI -      descrição das mudanças previstas na estrutura de gerenciamento de riscos e planos de contingência, quando for o caso;

VII -    ações relacionadas com a capacitação do quadro de dirigentes;

VIII -  indicação dos aprimoramentos a serem introduzidos nos sistemas, procedimentos e controles utilizados para detecção e prevenção de operações cujas características possam evidenciar indícios dos crimes tipificados na Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, quando for o caso;

IX -      previsão de ampliação e aprimoramento da estrutura destinada a atender as exigências do Banco Central do Brasil quanto ao fornecimento de informações para fins estatísticos e de supervisão e à divulgação de demonstrações contábeis nos padrões estabelecidos, quando for o caso.

 


 

 

 

Atualização Sisorf nº 134, de 31.1.2020.